Equipamentos de soldadura

Equipamentos de soldadura

Fontes, tochas, máscaras e acessórios: como escolhê-los e como mantê-los.

Duas perguntas dominam esta secção: o que comprar, e porque é que aquilo que já tens deixou de se portar bem.

Na compra decidem quatro números — corrente máxima, factor de marcha a uma corrente indicada, o que a alimentação tem de dar e o que as regulações do arco oferecem. Tudo o resto na caixa é publicidade, e as peças que determinam se uma máquina é agradável de usar são as que ninguém fotografa: os cabos, a pinça de massa e o alimentador de fio.

Nas avarias o padrão é constante. Quase tudo o que corre mal é pó, uma ligação solta ou um consumível, e trabalhar de fora para dentro — pinça, cabos, ligadores, consumíveis, e só depois a máquina — resolve a maior parte sem abrir nada.

Perguntas frequentes

De quantos amperes preciso?

Grosso modo 40 A por milímetro do cordão mais espesso feito num só passe. Até 5 mm, uma máquina de 160 A; para construção metálica de 10 mm, 200 A. Comprar mais do que a instalação consegue alimentar só te dá uma máquina que não podes levar ao máximo.

O que significa mesmo o factor de marcha da caixa?

Minutos a soldar em cada dez. «200 A» à frente quer dizer, normalmente, 200 A a 20 % — dois minutos em dez. O número que vale a pena comparar é a corrente a 60 %, e esse está na chapa de características, não na caixa.

A máquina desliga-se ao fim de alguns minutos. Está avariada?

Provavelmente não. É a protecção térmica a funcionar, e quer dizer que o factor de marcha está a ser ultrapassado ou que a passagem de ar está entupida de pó. As duas coisas são normais e resolvem-se sem abrir a carcaça.