Como soldar
Prática passo a passo: posições, materiais e peças concretas.
Prática em vez de teoria. Cada artigo é um trabalho em que os principiantes perdem material, tomado pela ordem em que a coisa acontece mesmo: montagem, pingos, regulação, sequência.
Há um fio comum a todos. Quase tudo o que corre mal nestes trabalhos ficou decidido antes de o arco escorvar — uma folga que não devia lá estar, pingos pela ordem errada, uma sequência que deixa as contracções somarem-se em vez de se anularem. Soldar é a parte fácil de corrigir.
- Soldar chapa fina Regulação e técnica para chapa de 0,8 a 2 mm: pingos, cobre-junta, ângulo da tocha — e porque é que a folga estraga tudo.
- Soldar na vertical Vertical ascendente e descendente: quanto baixar a corrente, que oscilação usar e qual das duas pertence a cada junta.
- Soldar tubo quadrado Soldar perfil tubular: a ordem dos pingos que controla a deformação, o canto em si e as regulações para paredes de 1,5 a 3 mm.
Perguntas frequentes
Porque é que a chapa fina fura no fim do cordão?
Porque a essa altura a chapa está quente. Regulações que estavam certas em metal frio são de mais para metal que esteve dois minutos a absorver calor. Ou baixas a corrente à medida que avanças, ou trabalhas em troços curtos com tempo de arrefecimento entre eles.
Na vertical: para cima ou para baixo?
Para cima em tudo o que suporta carga — o cordão já solidificado por baixo segura o banho, por isso a penetração é boa. Para baixo em chapa fina e em raízes de tubagem, onde a velocidade conta e uma penetração profunda furava.
As minhas estruturas saem sempre fora de esquadro.
É a sequência, não a perícia. Pinga primeiro cantos diagonalmente opostos, mede as duas diagonais e depois solda faces opostas à vez, para que as contracções se anulem. Soldar face a face à volta do perímetro puxa sempre a estrutura para o último cordão.