Posição ao baixo PA: porque compensa virar a peça
PA é o padrão pelo qual se medem todas as outras posições: a corrente mais alta, um banho que assenta sozinho e uma produtividade uma vez e meia a duas vezes maior. Por isso o ofício aqui não está nas mãos, mas na ferramenta de posicionamento — em virar a peça.
Quando PA e porque vale a pena lutar por ela
PA está disponível sempre que a peça possa ser deitada ou virada com o cordão para cima. A soldadura de ângulo em PA põe-se «em barco»: o T inclina-se para que o vértice fique a olhar para cima a 45°, e o banho preenche-o simetricamente por si. A diferença para PB não é de técnica, é de dinheiro: o mesmo soldador com o mesmo eléctrodo põe em barco uma perna de 10–12 mm num passe contra 8 mm em PB, e avança mais depressa. Um posicionador, ou mesmo uns cavaletes, paga-se na primeira série.

Como conduzir
O eléctrodo fica a 70–80° em relação ao plano, com 10–15° de inclinação no sentido de avanço: assim o arco empurra a escória para trás em vez de a meter debaixo do banho. A corrente tira-se do topo do intervalo — em PA o banho não escorre e a margem vai para penetração e velocidade. Avanço uniforme, sem paragens: aqui erra não quem teme que escorra, mas quem sobreaquece. Em barco, o eléctrodo assenta na bissectriz do vértice, ou seja a 45° das duas abas.
Parâmetros indicativos: PA é a base de que derivam as restantes posições
| Espessura, mm | Diâmetro do eléctrodo, mm | Corrente, A |
|---|---|---|
| 1–2 | 1,6 | 40–60 |
| 1,5–3 | 2,0 | 50–80 |
| 2–4 | 2,5 | 70–100 |
| 3–5 | 3,0 | 80–130 |
| 3–6 | 3,2 | 90–140 |
| 6–12 | 4,0 | 130–190 |
| 10–20 | 5,0 | 180–250 |
| 16+ | 6,0 | 230–320 |
Quanto se faz num passe
Em barco entra com segurança uma perna de 10–12 mm num único passe — o dobro do que permite o ângulo ao tecto e bastante mais do que em PB. É esse o ganho real da posição. O tecto não é dado pelo escorrimento mas pela energia introduzida: um cordão largo de uma vez sobreaquece a zona afectada e puxa a peça. Acima de 12 mm divide-se em passes não porque o banho escorra, mas para conter a energia.
Com que soldar
Em PA serve tudo: rutílico, básico, fio fluxado, MAG em transferência por pulverização. É precisamente por isso que a posição se escolhe para cordões de responsabilidade — o consumível é ditado pelo material e pelos requisitos, não pela comodidade. O eléctrodo básico mostra aqui todo o seu valor: melhor penetração e depósito mais limpo, ao passo que ao tecto se usa por necessidade. Para o MAG, ao baixo é a única posição em que a pulverização está disponível sem reservas.
Defeitos habituais e de onde vêm
Perfuração em chapa fina: a corrente foi tirada do topo do intervalo sem olhar à espessura — essa regra vale a partir de 4 mm. Escória à frente do banho e inclusões: avanço lento ou eléctrodo demasiado a prumo, com a escória a correr por baixo do arco. A deformação é o reverso da alta produtividade: em PA é fácil pôr mais metal do que o necessário. Há aqui menos poros do que noutras posições, porque o banho fica líquido mais tempo e o gás tem tempo de sair.
Designação e qualificação
PA segundo a EN ISO 6947; no sistema americano, 1G para o cordão topo a topo e 1F para o de ângulo. Um exame em PA cobre apenas PA — o certificado mais estreito que há. Por isso normalmente não se faz o exame ao baixo: PF cobre PA, PB e a própria, e o tubo em H-L045 cobre praticamente tudo. Ao baixo faz-se o exame quando a oficina de facto não solda noutra posição.
Perguntas frequentes
O que é soldar «em barco»?
É uma soldadura de ângulo posta na posição PA: o T inclina-se para que o vértice olhe para cima a 45°. O banho preenche o vértice simetricamente, a perna sai uniforme sem esforço e num passe põem-se 10–12 mm em vez de 8 em PB. Se a peça puder ser inclinada, incline-a.
Que corrente usar ao baixo?
O topo do intervalo para o seu diâmetro de eléctrodo: o banho não escorre e a margem vai para a penetração. Uma ressalva — a regra vale a partir de 4 mm de espessura. Em chapa fina o topo do intervalo perfura.
Porque há menos poros em PA?
O banho fica líquido mais tempo e o gás tem tempo de chegar à superfície. Ao tecto e na vertical o banho mantém-se pequeno e solidifica depressa, por isso com a mesma sujidade nos bordos a porosidade é mais provável.
Vale a pena fazer o exame ao baixo?
Só se a oficina não soldar noutra posição. PA cobre apenas a si mesma, enquanto PF, pelo mesmo custo de exame, abre PA, PB e PF. O certificado custa o mesmo e cobre o triplo.
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