Quantos amperes para o eléctrodo: corrente por diâmetro e posição
A corrente segue o diâmetro do eléctrodo, e a posição, a espessura e o revestimento deslocam-na. A calculadora junta as quatro e dá ainda a polaridade e o comprimento do arco.
Resposta curta
Na posição plana: 2,5 mm — 70–100 A, 3,2 mm — 90–140 A, 4,0 mm — 130–190 A. A calculadora abaixo acrescenta a correcção de posição e revestimento e verifica o diâmetro face à espessura.

A regra por trás
O ponto de partida é I ≈ (30…40) · d, com d o diâmetro da alma em
milímetros. Um eléctrodo de 3,2 mm fica assim entre 100 e 130 A. Os
rutilos aguentam a parte de cima da gama, os básicos a de baixo — precisam de um
arco mais curto de qualquer maneira.
Depois vêm as correcções. Ao tecto e na vertical ascendente a corrente desce, porque o banho tem de ficar mais pequeno. Em chapa fina também, senão fica um buraco. Em material espesso pode ir ao topo da gama, porque a peça leva o calor embora.
A gama de base na posição ao baixo
| Diâmetro, mm | Corrente, A | Centro, A | Espessura do material, mm |
|---|---|---|---|
| 1,6 | 40–60 | 50 | 1–2 |
| 2,0 | 50–80 | 65 | 1,5–3 |
| 2,5 | 70–100 | 85 | 2–4 |
| 3,0 | 80–130 | 105 | 3–5 |
| 3,2 | 90–140 | 115 | 3–6 |
| 4,0 | 130–190 | 160 | 6–12 |
| 5,0 | 180–250 | 210 | 10–20 |
| 6,0 | 230–320 | 270 | a partir de 16 |
Diâmetro e espessura
A regra prática para passe único: o diâmetro do eléctrodo é cerca de metade da espessura da chapa, com o limite de 4 mm em posições difíceis. Para 3 mm de chapa, eléctrodo de 2,5; para 6 mm, 3,2. Acima disso solda-se em vários passes — e aí um eléctrodo mais fino com mais passes dá um cordão mais tenaz do que um grosso com poucos.
O que vem a seguir
Fixada a corrente, quase tudo o resto sai dela: o consumo de eléctrodos para a encomenda e a energia de soldadura, que decide se é preciso pré-aquecer. A tabela pronta para afixar está em corrente e diâmetro.
Como perceber que a corrente está errada
| Sintoma | Causa | O que fazer |
|---|---|---|
| O eléctrodo cola, o arco apaga-se | Corrente baixa | Sobe 10–15 A |
| Cordão estreito e alto, sem penetração | Corrente baixa | Sobe a corrente ou avança mais devagar |
| Muitos salpicos, o eléctrodo fica rubro | Corrente alta | Baixa 10–20 A e usa um eléctrodo mais fino |
| Perfurações, mordeduras nos bordos | Corrente alta | Baixa a corrente, demora-te menos no bordo |
| O banho escorre na vertical | Corrente alta para a posição | Baixa-a 15 % em relação à posição ao baixo |
Perguntas frequentes
De onde vem a regra dos 30 a 40 A por milímetro?
Da densidade de corrente que faz o revestimento queimar de maneira uniforme. Abaixo disso a escória fica para trás e o eléctrodo cola; acima, o revestimento fica vermelho e o eléctrodo consome-se depressa de mais. A gama traduz a diferença entre rutilo e básico.
Porquê menos corrente ao tecto?
Porque ali o banho não é segurado por nada a não ser a tensão superficial. Um banho pequeno fica lá em cima, um grande pinga. Daí os 10 a 20 % a menos do que ao baixo — e daí também o limite no diâmetro.
A máquina mostra uma corrente diferente da regulada.
É normal. O mostrador dos inversores baratos é um valor de referência e não uma medição, e desvia-se 10 a 15 %. Quem precisa do número para um documento mede com uma pinça amperimétrica no cabo.
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