Determinar o grau de protecção
Que grau de protecção a máscara precisa para o teu processo e a tua corrente, segundo a EN 169 e a EN 379 — com a gama que ainda é aceitável.

Como funciona a escala
Cada grau deixa passar cerca de metade da luz do anterior. Por isso dois graus de diferença não são um pormenor, são um factor de quatro. Na soldadura manual a faixa de trabalho fica entre 10 e 13: abaixo começa a agressão à córnea, acima deixa de se ver o banho.
Porque é que manda a corrente
Porque o brilho do arco cresce com a corrente. 40 A em TIG pedem grau 9 ou 10, 200 A em MAG pedem 12. O processo desloca ainda: MIG em alumínio brilha mais do que MAG em aço à mesma corrente, porque a superfície polida reflecte.
O que a máscara tem de ter
Os quatro números da cassete segundo a EN 379 dizem classe óptica, luz difusa, homogeneidade e dependência do ângulo de visão — quanto menores, melhor, sendo 1/1/1/1 o topo. O tempo de comutação também conta: abaixo de 0,1 milissegundos protege com segurança. Pormenores em máscara de soldar, o resto do equipamento em equipamento de protecção individual.
Perguntas frequentes
O que acontece com um grau claro de mais?
A córnea apanha ultravioleta a mais e, horas depois, o olho parece cheio de areia — é o golpe de arco. Costuma sarar sem sequelas, mas é uma queimadura, e vai-se somando ao longo dos anos.
E escuro de mais?
Deixas de ver o banho e passas a ver só o arco. O cordão piora com isso e, como te chegas mais, a cabeça fica mais dentro da pluma de fumos. Por isso o grau ajusta-se à corrente e não se põe no «mais escuro possível».
Chega uma máscara sem regulação?
Para trabalho ocasional num só processo, sim. Quem alterna entre 40 A de TIG e 200 A de MAG precisa de grau regulável — a diferença é de três a quatro graus, e as cassetes fixas não cobrem isso.
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