Custo por metro de cordão

Quanto custa mesmo um metro de cordão, com as quatro parcelas. O cálculo é a única resposta honesta à pergunta se um orçamento se aguenta — e mostra quase sempre que o problema não é o consumível.

Eléctrodo revestido 25–35 %, semiautomática 40–55 %
Duas barras do custo de um metro de cordão — eléctrodo revestido e semiautomática — repartidas em consumível, gás, electricidade e mão de obra
O consumível e o gás juntos não chegam a um quarto. O resto é tempo — e é por isso que mudar de marca de eléctrodo não resolve nada.

As quatro parcelas

Consumível. Metal depositado vezes factor de perdas vezes preço por quilo. Gás. Caudal vezes tempo de arco vezes preço por metro cúbico. Electricidade. Sai da tensão, da corrente e do rendimento da fonte — quase sempre a parcela mais pequena. Mão de obra. Tempo de arco a dividir pela sua fracção do tempo pago, vezes o preço à hora.

Onde está a alavanca

Na preparação da junta e no tempo de arco. Um ângulo de abertura de 60° em vez de 45° significa cerca de um terço mais de metal depositado — e mais um terço de tempo, porque esse metal também tem de ser fundido. Um duplo V em vez de um V simples reduz as duas coisas a metade, assim que a peça possa ser voltada. Os números saem da preparação de bordos.

Limites do cálculo

Não estão incluídos a preparação, os gabaritos, a limpeza, os ensaios e as reparações. É precisamente a reparação que deita orçamentos abaixo: um cordão goivado e soldado de novo custa três a quatro vezes o original — e é por isso que o soldador mais rápido nem sempre é o mais barato.

Perguntas frequentes

Porque é que a mão de obra é a maior parcela?

Porque o consumível e o gás juntos raramente passam de um quarto do custo. O resto é tempo, e o tempo depende do factor de arco: no eléctrodo revestido anda pelos 25 a 35 %, na semiautomática 40 a 55. Quem quer ficar mais barato não muda a marca dos eléctrodos.

O que é exactamente o tempo de arco?

A fracção da hora paga em que o arco está mesmo aceso. Trocar eléctrodo, tirar escória, mudar a peça, medir — nada disso conta, mas tudo isso se paga. É por isso que o número está tão à vista na calculadora.

Compensa passar de eléctrodo revestido para MAG?

Calcula as duas hipóteses. Em cordões curtos e com muita mudança de peça o eléctrodo revestido ganha pelo tempo de preparação; a partir de alguns metros seguidos o MAG ganha claramente, porque sobem a deposição e o tempo de arco.

Autor: soldador Actualizado: