O eléctrodo cola-se
A avaria mais frequente na soldadura com eléctrodo revestido e a que tem a lista de causas mais curta. Verificada por esta ordem, resolve-se quase sempre em dois minutos.

1. Corrente a menos
De longe o caso mais frequente. Abaixo de uma certa corrente a energia não chega para manter o arco, e o eléctrodo congela no banho. A regra prática são 30 a 40 A por milímetro de diâmetro — o número exacto dá-o a calculadora de corrente.
2. A ligação de massa
Uma pinça sobre ferrugem, tinta ou carepa é uma resistência em série: na máquina a corrente regulada está certa, no arco chega menos. Pinça em metal limpo, o mais perto possível do cordão. É a segunda causa mais frequente e a que com mais segurança se ignora.
3. Cabo e extensão
Cabo fino de mais ou comprido de mais custa tensão, e arcos moles colam. Um tambor enrolado é duplamente mau. Contas na calculadora do cabo.
4. Eléctrodos húmidos
Os eléctrodos básicos absorvem humidade e depois escorvam mal. Duas horas a 300 a 350 °C, e a seguir para o cartucho. Ver tipos de revestimento.
5. A técnica de escorvamento
Pousar e ficar parado cola quase sempre. Risca-se como um fósforo e recua-se logo para o comprimento de arco — cerca do diâmetro da alma. Se mesmo assim colar, dobra-se de lado, não se puxa.
Perguntas frequentes
O que verifico primeiro?
Mais 10 A. A maior parte dos casos acaba aí. Se continuar a colar, olha para a pinça de massa e para onde está presa, depois para a secção do cabo, depois para saber se os eléctrodos estão húmidos.
Porque é que só cola ao princípio?
Porque ao escorvar ainda não existe canal ionizado. Risca-se como um fósforo e recua-se logo para o comprimento de arco. Uma máquina com hot start faz isso electronicamente.
O eléctrodo colou e está a ficar vermelho.
Então passa corrente sem haver arco — pára já e tira o eléctrodo do alicate. Revestimento em brasa fica inutilizado, e o curto-circuito castiga a máquina sem necessidade.
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