Como ser soldador
Do primeiro curso a uma qualificação que paga. A ordem é a mesma em toda a parte; só a velocidade difere.

1. Um processo, bem
Não três a meio. Eléctrodo revestido ou MAG, conforme o que se procura na zona, e o ensaio nesse. Um curso base leva-te até à peça de ensaio, não ao ritmo de produção. A segurança útil vem da prática depois dele — pela empresa, com peças de treino próprias ou com horas de cabina extra.
135, 111 ou 141: onde está o trabalho
Uma oficina de estruturas metálicas quer 135 em chapa, posições PB e PF. A montagem em obra quer 111 mais 135 em PF e PE — a garrafa de gás nem sempre chega onde está o aço. Tubagens e instalações significam 141 em tubo, posição H-L045, e o inox para a indústria alimentar, 141 no grupo de material 8.1.
Para quem começa do zero, o 135 é a escolha por defeito: mais ofertas e o caminho mais curto até ao primeiro ordenado. O 111 compensa se o objectivo é a montagem e a reparação desde o início. O TIG é o segundo passo — os salários sobem pela ordem 111, 135, 141, tubagem, mas cada degrau é mais um ensaio, não apenas mais um curso. Os números estão em quanto ganha um soldador.
| Passo | O que é preciso | Quanto demora |
|---|---|---|
| 1. O exame médico | Visão e estado geral; credencial da empresa ou pelo privado | Um dia |
| 2. Escolher o processo | MMA sai mais barato, MAG leva mais depressa ao emprego, TIG demora e custa mais | — |
| 3. O curso com exame | Um centro acreditado e horas no posto | 1–3 semanas |
| 4. O exame e a caderneta | Provete, ensaios, certificado EN ISO 9606-1 | Um dia |
| 5. O primeiro emprego | A qualificação e disponibilidade para trabalhos simples | — |
| 6. Mantê-la válida | A confirmação do supervisor averbada na caderneta | De 6 em 6 meses |
Quanto tempo demora um curso de soldador
Depende do processo e de se começa do zero. Para um principiante, no mercado polaco que este site acompanha:
- MAG (135) — 3–4 sem., um programa de 120–160 horas;
- eléctrodo revestido (111) — 3–4 sem., 120–150 horas;
- TIG (141) — 4–5 sem., 140–180 horas;
- fio fluxado (136) — 3–5 dias como complemento depois do 135, não como primeiro curso;
- tubagem e posições difíceis — 2–4 sem. depois do básico;
- só o ensaio, para quem já solda — 1 dia.
As horas são o programa inteiro, não só o tempo no posto. Mais sobre cursos em cursos de soldadura.
Quanto custa e como comparar propostas
Valores não damos aqui: entre centros variam várias vezes. Duas propostas só se comparam desmontadas:
- Horas no posto — não as horas totais, mas o tempo com a tocha na mão.
- Material dos provetes — chapa não ligada é mais barata do que tubo ou inox, e cada nova tentativa gasta material novo.
- Entidade examinadora — qual é, e se se desloca ao centro.
- Ensaios do provete — só o exame visual é o mais barato, radiografia e ultra-sons custam mais, os ensaios destrutivos mais ainda. É normalmente aqui que está a maior diferença.
- Papéis e repetição — se o certificado e a caderneta estão incluídos e quanto custa uma segunda tentativa.
A proposta barata poupa quase sempre nos ensaios ou nas horas.
2. Escolher o ensaio com cabeça
A taxa é a mesma, o domínio não. Um ensaio em PF cobre PA e PB; um em PA não cobre quase nada. Quem se sentir capaz vai logo ao tubo — ver domínio de validade.
O ensaio de soldador EN ISO 9606-1, passo a passo
- Teoria — o processo, os materiais, a segurança, a leitura de símbolos e da WPS.
- O provete — soldado segundo uma WPS dada, numa posição e num material dados. É marcado com a posição e não pode sair dela.
- Exame visual — sempre e em primeiro lugar. Um provete rejeitado no visual não segue.
- Ensaios seguintes conforme o programa: radiografia ou ultra-sons, ou — mais vezes nos cordões de ângulo — destrutivos: fractura, macrografia, dobragem.
- Avaliação — pelo nível de qualidade B da ISO 5817, salvo indicação diferente do programa. Os domínios em pormenor estão no artigo sobre o ensaio EN ISO 9606.
O que fica escrito depois de passar vê-se melhor num exemplo.
135 P BW FM1 S t10 PF ss nb é o certificado típico de um soldador
de estruturas em oficina:
| No exemplo | O que codifica | O que significa neste certificado |
|---|---|---|
135 | O processo pela ISO 4063 | MAG com fio maciço em gás activo. Não cobre o eléctrodo (111) nem o TIG (141) |
P | Produto | Chapa. Tubo só em rotação a partir de 75 mm de diâmetro, fixo a partir de 500 mm |
BW | Tipo de cordão | Soldadura topo a topo — a junta ensaiada no provete |
FM1 | Grupo do consumível pela EN ISO 9606-1 | Consumível para aços não ligados e de grão fino, ou seja, a serralharia estrutural corrente |
S | Material de adição | Fio maciço. O fio fluxado é outro processo (136) e outra designação |
t10 | Espessura do provete, mm | Provete de 10 mm, domínio de espessuras 3–20 mm |
PF | Posição pela ISO 6947 | Vertical ascendente; cobre PA, PB, PF |
ss | Soldado de um só lado | Ninguém ressolda a raiz por trás — a penetração vê-se e é avaliada junto com a face |
nb | Sem apoio | Sem apoio: a raiz formas tu, sem cobre nem cerâmica por baixo |
Na prática: com este certificado solda-se chapa de 3 a 20 mm, topo a topo, com fio maciço, ao baixo, ao baixo em ângulo e vertical ascendente. A horizontal (PC), ao tecto (PE) e a vertical descendente (PG) ficam de fora, e o tubo fixo, na prática, também.
Porque é que um provete chumba: defeitos que se vêem
Muitos defeitos aparecem logo no exame visual, antes de qualquer radiografia. Quatro repetem-se nos principiantes:
- Bordo queimado — um sulco ao longo do pé do cordão. Corrente a mais, arco comprido ou falta de paragem nos bordos ao oscilar. Mais em bordo queimado.
- Falta de penetração na raiz — por trás vêem-se os bordos
do chanfro por fundir. Folga pequena, corrente baixa, avanço rápido.
A forma habitual de chumbar num
ss nb: falta de penetração. - Poros e crateras nos reinícios — corrente de ar na cabina, chapa suja, fio com extensão livre a mais ou reinício a frio sem cobrir o cordão anterior. O reinício é avaliado como o resto do cordão: porosidade.
- Escória e falta de fusão entre passes — raiz por limpar antes do enchimento, ou MAG a correr à frente do banho. Aparece na macrografia ou na fractura como uma camada solta.
Como treinar para o ensaio: PA → PB → PF → PE
Cada posição acrescenta uma dificuldade. Treina-se em restos de chapa de 8–10 mm, e só se avança quando a etapa anterior sai igual todas as vezes.
- PA, cordões sobre chapa, depois topo a topo com folga. Verificação: virar a chapa — a penetração tem de ser contínua.
- PB, ângulo em T. Aprende-se a segurar o ângulo e a não deixar o cordão descair para a chapa de baixo. Verificação: partir o cordão com um martelo, no torno — a fractura mostra a raiz e os poros.
- PF, vertical ascendente. Cerca de 15 % menos corrente: um eléctrodo de 3,2 mm que em PA trabalha a uns 115 A desce para uns 100 A. Paragem nos bordos, passagem rápida pelo centro.
- PE, ao tecto — no fim. Cerca de 20 % menos, uns 90 A com o mesmo eléctrodo, arco curto, banho pequeno.
Na semana antes do ensaio, soldar só o provete: mesmo material, espessura, chanfro e posição, com uma paragem e um reinício a meio do cordão. Cortar ou partir cada um — é a única verificação honesta.
3. Prática na empresa
É aqui que se decide se o certificado se transforma num ofício. O que conta é o tipo de trabalho e não o número de horas: quem passa um ano a fazer o mesmo cordão de ângulo ao baixo não avança. Posições diferentes, espessuras diferentes, juntas com raiz.
Os primeiros seis meses
Primeiro vêm os pingos, o rebarbar e os ângulos simples, e os cordões completos quando o chefe de equipa vê que se mantém a medida. É tempo para três coisas que nenhum curso ensina. Ritmo: o mesmo cordão em metade do tempo e sem reparações. Ler desenho e WPS: garganta, sequência de passes, corrente da especificação e não do hábito. Deformação: a ordem de soldadura numa peça comprida, para não ter de a endireitar depois.
4. Alargar
O segundo processo, depois o TIG, depois o tubo. E, em paralelo, aquilo que distingue soldadores de soldadores: saber ler uma WPS, saber o que a ISO 5817 exige e saber avaliar o próprio cordão antes de o inspector o fazer.
5. Manter válido
A confirmação de seis em seis meses. É a causa mais frequente de um certificado não ser aceite numa verificação — e a mais irritante, porque não custa nada além de uma assinatura.
Pela EN ISO 9606-1 o certificado dura três anos, apoiado nessas confirmações: de seis em seis meses o responsável pela soldadura ou o examinador assina que se continua a trabalhar dentro do domínio. A primeira vence seis meses depois do ensaio — a data vai para o telemóvel.
A renovação está no ponto 9.3 da norma e tem três caminhos, descritos da mesma forma pelo Welding Development Centre (Reino Unido) e pela Metlab (Irlanda):
- novo ensaio de três em três anos;
- de dois em dois anos com base em duas soldaduras de produção dos últimos seis meses, que passaram nos ensaios — se estiverem bem, o certificado vale mais dois anos;
- sem data final, enquanto se trabalha para o mesmo fabricante com um sistema de qualidade ISO 3834-2 ou -3 e a qualidade das soldaduras documentada.
A confirmação semestral aplica-se em qualquer caminho; qual está aberto decide a entidade que emitiu o certificado. Para quem trabalha na Polónia: lá as confirmações vão para uma caderneta de soldador (książeczka spawacza), que sozinha não habilita a nada, e os equipamentos sob pressão com inspecção técnica exigem um exame à parte perante a UDT. Examinam, entre outras, a Łukasiewicz – GIT (o antigo Instytut Spawalnictwa), a UDT-CERT e a TÜV — mais em qualificações de soldador na Polónia.
Perguntas frequentes
Quanto tempo até se poder viver disto?
Três a seis meses até um nível que emprega, com prática a sério. Dois a três anos para se ser realmente bom. Entre passar no ensaio e trabalhar de forma constante o dia inteiro fica a parte que os folhetos deixam de fora.
Por que processo começar?
Pelo eléctrodo revestido. Pouco equipamento, tudo visível e lento, e aprende-se a ler o banho. Quem faz um cordão decente com eléctrodo apanha o MAG numa tarde — ao contrário não.
É preciso um curso profissional ou chega uma formação?
Para trabalhar como soldador chega o ensaio segundo a EN ISO 9606-1. Uma formação completa na área da metalomecânica abre além disso o caminho para a inspecção, a coordenação e o planeamento.
Quanto tempo demora um curso de soldadura?
Um curso básico de MAG (135) ou eléctrodo revestido (111) demora 3–4 semanas, o de TIG (141) 4–5 semanas e o de tubagem 2–4 semanas depois do básico. O fio fluxado (136) é um complemento de 3–5 dias depois do 135. Só o ensaio, para quem já solda, é um dia.
Como é o ensaio de soldador EN ISO 9606-1?
Teoria, depois o provete segundo uma WPS dada, numa posição dada. Primeiro faz-se sempre o exame visual, depois, conforme o programa, radiografia, ultra-sons ou ensaios destrutivos (fractura, macrografia, dobragem). O critério é o nível de qualidade B da ISO 5817, salvo indicação do programa.
Quanto tempo vale o certificado?
Três anos, desde que confirmado de seis em seis meses. Renova-se com novo ensaio de três em três anos, de dois em dois anos com duas soldaduras de produção ensaiadas, ou sem data final sob um sistema de qualidade ISO 3834-2/-3 — decide a entidade emissora.
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