Soldadura oxiacetilénica 311
Um processo que devia ter desaparecido e não desapareceu. Em chapa fina, em reparações e onde não há corrente, a chama de acetileno e oxigénio continua a fazer o que o arco não sabe: aquecer devagar e deixar ver o banho sem pressa.
Onde continua a ganhar
- Chapa de 0,5 a 3 mm. A chama aquece com mais suavidade do que o arco, portanto perfurar custa mais, não menos.
- Sem alimentação. Duas garrafas e um maçarico funcionam onde não há gerador nem vai haver.
- Reparações e tubos de pequeno diâmetro, onde a tocha simplesmente não entra.
- Soldobrasagem de ferro fundido e chapa galvanizada — o mesmo maçarico, outro processo e outro número.
O número 311 designa a soldadura de acetileno e oxigénio; o 312 é propano com oxigénio e o 313, hidrogénio com oxigénio. Lista completa na tabela ISO 4063.
A chama: três regulações e uma correcta
| Chama | Que aspecto tem | Para quê |
|---|---|---|
| Carburante excesso de acetileno |
Do dardo sai um segundo cone, mole | Enchimento com ligas duras, estelites |
| Neutra aproximadamente 1:1 |
Dardo de contorno nítido, sem segundo cone | Aço não ligado — variante de base |
| Oxidante excesso de oxigénio |
Dardo mais curto, chama mais ruidosa e mais afiada | Latão; para o aço é prejudicial |
Regula-se sempre pela mesma ordem: abrir o acetileno, acender e ir juntando oxigénio até desaparecer o segundo cone. O ponto em que desaparece é a chama neutra — e aí se pára. Para o aço, tudo o resto é erro e não estilo.
Vareta e espessura
O diâmetro da vareta escolhe-se pela regra d = s/2 + 1: para
chapa de 2 mm, vareta de 2 mm; para 4 mm, vareta de 3 mm.
Uma vareta demasiado grossa leva o calor do banho e, em vez de fusão, dá uma
colagem que parece um cordão até se dobrar.
Até 3 mm solda-se à esquerda: o maçarico vai atrás da vareta, a chama percorre material frio e a penetração é menor. Acima, à direita: a chama passa sobre o cordão já feito, aquece-o e dá maior penetração. Mudar de sentido não é questão de comodidade, mas controlo da quantidade de calor.
O que não se faz neste processo
O acetileno é inflamável e instável à compressão; o oxigénio não arde sozinho, mas mantém a combustão de forma violenta. Daí duas regras sem excepções: a garrafa de oxigénio não se pega com as mãos engorduradas — o óleo com oxigénio sob pressão inflama-se sozinho — e os corta-chamas têm de estar nos dois redutores, não apenas no de acetileno.
A garrafa de acetileno trabalha de pé. Deitada, cede a acetona em que o acetileno está dissolvido, e então o maçarico começa a comportar-se de um modo que as regulações não explicam. As restantes regras — trabalhos com risco de incêndio.
O que se segue
Chapa fina com outros métodos — soldar chapa fina. Números e abreviaturas dos processos — tabela ISO 4063. A variante por arco para as mesmas reparações — MMA.
Perguntas frequentes
Que diâmetro de vareta escolho?
A regra é simples: d = s/2 + 1, onde s é a espessura da chapa em milímetros. Para chapa de 2 mm sai vareta de 2 mm; para 4 mm, de 3 mm. Uma vareta mais grossa arrefece o banho e, em vez de penetração, dá uma colagem superficial.
Como se reconhece a chama neutra?
Pelo dardo. Com excesso de acetileno, do dardo sai um segundo cone, mole: é a chama carburante. Ao ir tirando acetileno chega-se ao desaparecimento desse cone; fica um dardo de contorno nítido, e essa é a chama neutra. Continuar a tirar dá a chama oxidante, mais curta e mais ruidosa.
Em que difere a soldadura oxiacetilénica da brasagem forte a chama?
Em se o metal base funde. Ao soldar (311) os bordos e a vareta fundem juntos. Na soldobrasagem (971) os bordos ficam intactos e a junta é mantida por um metal de adição de temperatura de fusão mais baixa, que os molha. Por isso assim se unem o ferro fundido e a chapa galvanizada, onde fundir o material base seria prejudicial.
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