Tempo de arrefecimento t8/5
O tempo que o cordão leva a arrefecer de 800 para 500 °C é o número por trás de metade da metalurgia da soldadura. Sai da energia, da espessura, do pré-aquecimento e da forma da junta.

O que o desloca
Mais energia alonga-o, mais pré-aquecimento também — são estes os dois botões que o soldador tem. Mais espessura encurta-o, porque há mais metal a absorver calor, mas só até à espessura de transição. A forma da junta entra pelo factor de forma: uma junta em T dissipa em três direcções e arrefece mais depressa do que um cordão sobre chapa.
Contam os dois limites
Depressa de mais significa martensite na zona afectada e, com isso, a antessala da fissura a frio; a correcção é pré-aquecer ou aumentar a energia. Devagar de mais significa crescimento de grão e queda da resiliência, sobretudo em aços de grão fino termomecanicamente laminados; a correcção é menos energia e uma temperatura entre passes que seja mesmo respeitada.
A cadeia de calculadoras
O carbono equivalente diz o quão sensível é o aço. A energia de soldadura diz quanto calor metes. Esta calculadora diz o que sai daí. E a temperatura de pré-aquecimento diz com que contrariar.
Perguntas frequentes
Porquê justamente de 800 para 500 graus?
Porque é nessa janela que a austenite se transforma e se decide se fica uma estrutura tenaz ou dura. O que acontece acima e abaixo altera pouco isso — por isso mede-se precisamente esse troço.
O que é a espessura de transição?
A espessura a partir da qual o calor deixa de se escoar pelos lados e passa a escoar-se para dentro da massa. Abaixo dela vale a fórmula bidimensional e a espessura entra na conta; acima, a tridimensional, e o resultado deixa de depender da espessura. A calculadora mostra de que lado estás.
Que valor é bom?
Para aço de construção não ligado e de baixa liga, em regra 5 a 25 s. Abaixo há risco de estrutura dura e fissura a frio, acima de grão grosseiro e perda de tenacidade. A gama exacta vem na ficha do aço, não numa regra geral.
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