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Mobiliário sobre estrutura de aço

Mesas, estantes, prateleiras, cabides, balcões de bar. O metal nunca se vê por inteiro — tapa-o a madeira ou a pedra — mas é ele que segura a forma vinte anos enquanto o tampo é trocado duas vezes. Por isso aqui não se fala do que está por cima, mas da estrutura por baixo.

De que é feita uma mesa

A estrutura de uma mesa são quatro pernas, um aro a toda a volta sob o tampo e algo que impeça esse rectângulo de fechar em losango: uma diagonal, esquadros nos cantos ou o próprio tampo, se for preso com rigidez. O primeiro é o mais seguro, o segundo o mais bonito, o terceiro funciona até a placa secar.

Mesa sobre estrutura de aço em projeção oblíqua: quatro pernas, aro a toda a volta, travessa em diagonal, esquadros nos cantos, pés reguláveis, chapas de fixação e um tampo levantado e translúcido, com cotas e sete chamadas
O tampo está levantado de propósito: fala-se do aro por baixo, e uma tábua inteira tapa justamente o sítio onde a mesa abana.

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A poupança de principiante vai sempre no travamento. Um aro rectangular de tubo 40×40 sem diagonal fecha com um empurrão lateral, e a espessura não salva nada: trabalha a geometria, não a secção. Um pé regulável custa menos do que qualquer refeitura — o chão de uma casa nunca é plano.

Nós da estrutura

Seis nós de uma estrutura de mobiliário: junta de topo com penetração, esquadro no canto, flange aparafusada, pé com parafuso de regulação, fixação do tampo por baixo com chapa e corte em meia-esquadria
Seis juntas. Escolhe-se não pela resistência — em todas chega — mas por a peça se desmontar ou não.

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A junta soldada é mais barata e mais rígida, mas definitiva: a mesa montada ou passa na porta ou não passa. A flange aparafusada dá desmontagem à custa de duas chapas e dez minutos de trabalho, e é a única saída para mobiliário que sobe a um quinto andar sem elevador.

A meia-esquadria usa-se onde o canto está à vista: não há cordão nele e a junta lê-se como uma linha contínua. Custa mais — o corte duplo a 45° ainda tem de ser ajustado, e uma folga no canto vê-se a dois metros.

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Tampos

A estrutura sob todos os tampos é a mesma; muda a espessura da placa e o que a segura por baixo. O carvalho maciço é quente ao toque e pede óleo uma vez por ano. O painel de melamina é mais barato e teme a água na orla. A pedra é bonita e tão pesada que a estrutura para ela é calculada à parte.

Seis tampos sobre a mesma estrutura, vistos de topo: carvalho maciço, painel de melamina, pedra, vidro temperado, inox sobre contraplacado e chapa de aço de bancada
Seis tampos sobre a mesma estrutura. Os furos de fixação são oblongos: a madeira muda de largura entre inverno e verão.

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Uma palavra sobre a base isolada. É encomenda frequente e a mais sensata: o cliente compra o tampo e recebe uma base feita à medida dele. Sai mais barato do que uma mesa completa e permite carvalho ou pedra de quem faz precisamente isso.

O que mais se solda para interiores

Estantes, prateleiras sobre consolas, cabides de pé, divisórias e balcões de bar — tudo o mesmo: aro, diagonal, tampões nos topos, pintura a pó. A diferença é que aqui a estrutura vê-se por inteiro, por isso o cordão é rebarbado à face em vez de ficar como saiu.

Seis peças de mobiliário: mesa sobre estrutura metálica, estante, prateleira sobre consolas, balcão de bar, bengaleiro e pé de mesa regulável
Seis peças. O travamento diagonal de uma estante importa mais do que a espessura: sem ele o aro fecha em losango.

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A prateleira sobre consolas na parede é a única coisa da lista em que se calcula não a estrutura mas a parede: o gesso cartonado aguenta uma carga em consola apenas com reforço, e o betão celular pede as suas próprias buchas. Disso fala-se à parte, no artigo sobre fixações conforme o suporte.

Que perfis e porquê

Em mobiliário o perfil escolhe-se não só pela carga, mas pelo aspecto: o tubo vê-se, por isso conta a proporção. Resistência costuma sobrar; se o móvel fica firme decidem a geometria e o travamento.

  • Pernas da mesa — tubo 40×40×2, 2,31 kg/m; mais esguio fica 30×30×2, 1,68 kg/m, mas então o travamento é obrigatório.
  • Aro sob o tampo — 40×20×2, 1,68 kg/m, com o lado maior na vertical: mais rígido com o mesmo peso e escondido debaixo do tampo.
  • Estantes — prumos 30×30×2, quadros de prateleira 40×20×2, diagonais em 20×20×2, 1,05 kg/m.
  • Balcões e mesas com tampo de pedra — 50×50×3, 4,25 kg/m, ou mais; a pedra pesa tanto que a estrutura se calcula à parte.

Uma estante de armazém para cargas grandes ou um mezanino já são estrutura resistente — secções e fixação à parede ou ao pavimento definem-se então por um projectista, não por um esboço de móvel. Os pesos de outras medidas estão na calculadora de tubos estruturais.

Soldaduras que se veem

  • TIG ou MAG em troços curtos — nos cantos à vista o TIG dá um cordão plano e regular e pouca rebarbagem; o MAG é mais rápido, mas depois o cordão tem de ficar à face.
  • Mesa plana, não o chão — as pernas pingam-se numa mesa plana verificando diagonais; uma estrutura empenada coxeia em qualquer chão e nenhum nivelador resolve.
  • Sequência — pingos em todos os cantos, depois cordões em cruz; a parede de 2 mm aquecida de um lado puxa a perna para dentro.
  • Rebarbagem — cordão à face e depois todo o quadro lixado com o mesmo grão, para a zona rebarbada não sobressair debaixo da tinta.

A técnica em tubo fino está em soldadura de tubo estrutural, e o mobiliário em inox em soldadura de aço inoxidável.

Ordem de fabrico

  1. Medida e tampo — primeiro o tampo ou a sua medida exacta: a estrutura ajusta-se ao tampo, não o contrário.
  2. Desenho — balanço do tampo para lá do aro, espaço para os joelhos, posição das chapas de fixação com furos ovais.
  3. Corte — a 45° ou reto, com folga para acertar os cantos.
  4. Pingagem e soldadura — em mesa plana, verificando diagonais e prumo.
  5. Rebarbagem, tampões, niveladores — antes de lacar, não depois.
  6. Lacagem a pó — após desengorduramento; cor e brilho escolhem-se numa amostra, porque mate e brilhante mostram as irregularidades de forma diferente.
  7. Montagem do tampo — em chapas com furos ovais, com anilhas.

Protecção contra a corrosão

No interior basta a lacagem a pó. O mobiliário de jardim precisa de zinco debaixo do pó, e os tubos de furos de respiro e escoamento, senão a água que entra numa perna por cima não tem por onde sair. O aspecto na moda de «aço em bruto» sob verniz transparente resulta numa sala seca, mas na casa de banho ou na cozinha o verniz estala nas arestas e aparecem manchas de ferrugem por baixo — aí mais vale logo lacagem grafite ou inox.

Erros típicos

  • Estrutura soldada no chão — coxeia em qualquer pavimento.
  • Salpicos debaixo do pó — superfície de lixa, visível com qualquer luz.
  • Rebarbar só o cordão — debaixo da tinta veem-se manchas mais claras nos cantos.
  • Verniz transparente sobre aço em ambiente húmido — ferrugem debaixo do verniz numa estação.
  • Estante sem diagonal — com carga inclina para o lado, e uma alta sem fixação à parede pode tombar.

Como calcular o material: mesa e estante

Estrutura para um tampo de 160×90 cm: quatro pernas em tubo 40×40×2 com 0,72 m, aro em 40×20×2 (dois lados de 1,5 m, dois de 0,8 m) e uma travessa central. Sem tampo, niveladores nem chapas.

ElementoPerfilComprimento, mQt.kg/mkg
Perna40×40×20,7242,316,7
Aro, lado maior40×20×21,5021,685,0
Aro, lado menor40×20×20,8021,682,7
Travessa40×20×20,8011,681,3
Total15,7
Com margem 5 %17

A estrutura tem 16 kg líquidos — muitas vezes menos do que um tampo de madeira maciça do mesmo tamanho. Uma estante de 180×90×40 cm calcula-se da mesma maneira:

ElementoPerfilComprimento, mQt.kg/mkg
Prumo30×30×21,8041,6812,1
Quadro de prateleira40×20×22,6051,6821,8
Diagonal traseira20×20×22,0021,054,2
Total38,1
Com margem 5 %40

Na estante mais de metade do peso, de 38 kg líquidos, são os quadros das prateleiras e não os prumos — se for preciso aligeirá-la, mexe-se nas prateleiras, não nas pernas. As duas partidas soma a calculadora da lista de materiais, e o corte das peças curtas em barras de 6 m, o plano de corte.

O que vem a seguir

O inox para cozinha e unidade alimentar, os reservatórios e a tubagem estão em produtos de oficina. Sobre como se solda o próprio inox — soldadura do aço inoxidável. Preço, prazos e buchas conforme o suporte — como encomendar.

Perguntas frequentes

De que tubo se solda a estrutura de uma mesa?

De tubo 40×40 ou 50×25 com parede de 2 mm. Mais fino e a mesa começa a andar debaixo dos cotovelos, e nenhum tampo corrige isso. Mas a espessura decide menos do que o travamento: um aro rectangular sem diagonal fecha em losango com um empurrão lateral, por mais grosso que seja o tubo.

Porque não se pode aparafusar o tampo a fundo?

Porque a madeira mexe: o maciço muda de largura alguns milímetros entre inverno e verão. Preso a uma estrutura rígida por um furo redondo, racha ao comprido ou empena em concha. Os furos nas chapas de fixação fazem-se oblongos, atravessados ao fio — a tábua move-se e a mesa fica quieta.

Estrutura soldada ou aparafusada?

Soldada é mais rígida e mais barata, mas é para sempre: pela porta e no elevador entra já montada ou não entra de todo. A estrutura com flanges desmonta-se em dez minutos e aguenta uma mudança. A regra é simples: o que fica numa oficina ou numa casa solda-se; o que vai rodar por apartamentos faz-se desmontável.

Com que se fecham os topos dos tubos?

Com um tampão — chapa soldada ou plástico à pressão. Um tubo aberto no interior não enferruja, mas junta pó e corta a mão na aresta, e no exterior ainda apanha água. Ambas as coisas custam cêntimos e notam-se logo: um topo por fechar é o primeiro sinal de trabalho barato.

Quanto pesa uma estrutura de aço para mesa de 160×90 cm?

A estrutura do exemplo desta página — quatro pernas em tubo 40×40×2 e aro em 40×20×2 com travessa — pesa cerca de 16 kg líquidos. Um tampo de madeira maciça deste tamanho pode pesar mais do que o quadro inteiro, por isso a estabilidade vem do travamento, não do peso do aço.

Como se pinta mobiliário metálico para não se verem as soldaduras?

Com lacagem a pó, mas antes as soldaduras rebarbam-se à face e todo o quadro é lixado para tirar o brilho: o pó fica com décimas de milímetro e não esconde nenhum risco — até o realça. Os salpicos de soldadura tiram-se antes de lacar; deixados debaixo do pó parecem areia na superfície.

Autor: , soldador e serralheiro civil Actualizado:

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