Escolher o eléctrodo de tungsténio
Da corrente, do tipo de corrente e do material saem o diâmetro, o tipo, o ângulo da ponta, a agulheta e o caudal de gás. Quatro dados no princípio, cinco números para a regulação no fim.

Os tipos e as cores
O de lantânio (azul, WL20) serve para quase tudo, em contínua e em alterna, e é a escolha certa se só houver um tipo na prateleira. O de cério (cinzento, WC20) escorva com muita segurança a correntes baixas e está por isso à frente em inoxidável fino. O puro (verde, WP) é a escolha clássica para corrente alterna no alumínio, pela bola que forma. A correspondência completa entre cor, óxido e gama de corrente está em cores dos eléctrodos de tungsténio.
A afiação guia o arco
Um cone afiado — comprimento de duas a três vezes o diâmetro — concentra o arco e dá uma penetração estreita e funda; um cone mais aberto alarga-a e dura mais a correntes altas. Afia-se sempre ao comprido: as marcas conduzem a corrente, e marcas transversais fazem o arco bailar. Usa um disco só para isso, senão o tungsténio apanha ferro da pedra.
Agulheta e caudal
Saem os dois do diâmetro do eléctrodo e do material. Árgon a 6 a 12 l/min chega para aço e inoxidável; o alumínio e o titânio pedem mais, e o titânio pede ainda arrasto e purga da raiz. Regra prática para o pós-gás: um segundo por cada 10 A. Mais em soldadura TIG.
Perguntas frequentes
Porque é que os toriados não aparecem?
Porque o pó da afiação é ligeiramente radioactivo e é inalado. Os de lantânio (azul, dourado) e os de cério (cinzento) atingem as mesmas correntes e a mesma duração. Já não há razão técnica para comprar vermelhos.
Ponta afiada ou bola?
Afiada em corrente contínua, bola em corrente alterna no alumínio — aí ela forma-se sozinha se se escorvar o arco por instantes sobre um bocado de cobre. O tungsténio puro (verde) faz a melhor bola; o de lantânio aguenta corrente alterna mesmo com a ponta só ligeiramente arredondada.
Quanto pode o tungsténio ficar de fora?
Cerca do diâmetro da agulheta a dividir por três, e mais em cordão de ângulo. Quanto mais sai, pior o gás protege — um princípio de cordão cinzento e baço é o primeiro sinal disso.
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