Reservatórios, tubagem e ventilação

Tudo o que segura água, combustível ou ar e que não se pode comprar já feito à medida. Aqui quase não há escolha de forma: impõe-na o sítio onde a peça tem de entrar e o que vai correr por dentro dela.

De que é feito um depósito

O depósito retangular é mais interessante do que o redondo justamente por não se segurar a si próprio. O cilindro é empurrado por igual e a sua parede trabalha à tração; a parede plana, com a mesma coluna de líquido, empola para fora. Por isso correm nela cintas de reforço de 400 em 600 mm — pelo lado de fora, para que dentro não haja onde o depósito se agarre.

Depósito retangular em projeção oblíqua: corpo sobre apoios, nervuras de reforço por fora, boca com tampa em cima, duas tubuladuras com flange no topo lateral, fundo com pendente para o esgoto e válvula de corte, com cotas e sete chamadas
Um depósito redondo guarda a forma sozinho e não tem nada que explicar. A conversa com o cliente é sobre a parede plana.

A segunda coisa que se esquece é a pendente do fundo. Um a dois por cento no sentido do esgoto e o depósito esvazia por completo. O fundo horizontal parece mais asseado, mas fica sempre nele um centímetro de líquido com depósito, e no inverno esse resto rompe o canto soldado por dentro.

Que trabalhos há em reservatórios

Seis trabalhos em reservatórios: depósito retangular, reservatório horizontal sobre berços, reservatório vertical, tubagem com válvula, chaminé e tubuladura aplicada no local
Seis trabalhos em reservatórios. Aplicar uma tubuladura numa peça já feita é o mais frequente e o mais subestimado.

Um depósito retangular faz-se à medida: para cave ou sala de caldeiras onde um cilíndrico não passa na porta. O horizontal sobre berços e o vertical são geometria de fábrica, mas as bocas, tubuladuras e ligações para uma sala concreta soldam-se na mesma por encomenda.

À parte, sobre pressão. Tudo o que trabalha com pressão interior é outro trabalho: com procedimento qualificado, soldador qualificado e documentação do produto. Um depósito de água, combustível ou pluviais não exige esse regime.

Ligações de tubagem

Seis maneiras de ligar dois tubos diferem não na resistência — em todas chega — mas no que acontece daqui a dez anos, quando o nó tiver de ser aberto. A ligação soldada abre-se com rebarbadora; a flange e a união, com chave.

Seis ligações de tubagem de perto: soldadura de topo com preparação, ligação flangeada com junta e parafusos, niple roscado com contraporca, união de três peças, derivação aplicada por corte e apoio deslizante com abraçadeira
Seis ligações. O apoio com abraçadeira parece um pormenor até ao primeiro aquecimento: o tubo cresce e arranca a fixação rígida.

O apoio deslizante é o que mais se omite. Um tubo de aço com vinte metros cresce um centímetro e meio ao aquecer 60 °C. Se estiver apertado sem folga em dois pontos, esse crescimento arranca as fixações ou dobra o próprio tubo; uma abraçadeira que desliza custa cêntimos e resolve a questão.

Ventilação

Aqui a oficina faz menos do que parece. A conduta é produto de catálogo: o helicoidal e a conduta retangular com flanges saem mais baratos comprados do que soldados. Soldam-se três coisas: o exaustor à medida, os cortes em conduta já feita e as transições que ninguém vende.

Seis elementos de ventilação: conduta circular helicoidal, conduta retangular com flange, exaustor sobre o equipamento, chapéu na saída, manga flexível junto ao ventilador e registo de regulação com manípulo
Seis elementos. A manga flexível fica entre ventilador e conduta: sem ela a vibração passa às paredes e ouve-se um piso acima.

O exaustor sobre o fogão ou a zona de lavagem solda-se em inox e não em chapa galvanizada, e não por causa do aspeto: sobre gordura e vapor a galvanização dura uns anos. O chapéu na saída para o exterior é preciso onde o vento possa abafar a tiragem — ou seja, em quase qualquer cobertura mais baixa do que o edifício ao lado.

O que vem a seguir

O inox para cozinha e unidade alimentar, as mesas e as cubas estão em inox e equipamentos. Se o reservatório já existe e verte, veja reparações e recuperação. Preço e prazos, em como encomendar.

Perguntas frequentes

Pode soldar-se um depósito sob pressão?

É outro trabalho. Um recipiente sob pressão exige procedimento de soldadura qualificado, soldador qualificado e documentação do produto. Um depósito comum de água, combustível ou águas pluviais, que trabalha sem pressão interior, faz-se sem nada disso — e custa quatro vezes menos.

Porque é um depósito retangular mais caro do que um redondo com o mesmo volume?

Por causa das nervuras. O cilindro guarda a forma sozinho: a pressão empurra-o por igual e a parede trabalha à tração. A parede plana, com a mesma coluna de líquido, empola para fora e tem de ser reforçada com cintas de 400 em 600 mm. O retangular não se escolhe por economia, mas quando o redondo não passa na porta.

Que pendente se dá ao fundo?

1 a 2 % no sentido do esgoto — chega para o depósito esvaziar por completo. Um fundo horizontal parece mais asseado, mas fica sempre nele um centímetro de líquido com depósito, e no inverno esse resto rompe o canto soldado.

Sai mais barato soldar a conduta de extração ou comprá-la?

A conduta compra-se: o helicoidal e a conduta retangular com flanges custam menos do que qualquer soldadura. Soldam-se três coisas — o exaustor à medida, os cortes em conduta já feita e as transições que ninguém vende. A regra é simples: o normalizado compra-se, o especial solda-se.

Autor: soldador Actualizado: