Equivalentes de crómio e níquel do cordão
A composição do cordão como mistura de dois metais de base e do metal de adição, e daí os equivalentes de crómio e de níquel — com o ponto marcado no diagrama de Schaeffler e a sua região.
A ideia
Todos os elementos de liga actuam ou como formadores de ferrite ou como formadores de austenite. O diagrama de Schaeffler junta os primeiros no equivalente de crómio, os segundos no equivalente de níquel, e cruza-os. Do ponto lê-se que estrutura se vai formar — e daí se o cordão tende a fissuras a quente, a fragilização ou a martensite.
Como se lê
Em faixas, não em pontos. O diagrama dá uma região e uma gama de ferrite, não um número com duas casas. Se o ponto ficar perto de uma fronteira, uma pequena mudança da diluição já o desloca — e aí a resposta é «incerto» e não «mesmo dentro».
Na prática
O caso mais frequente é inoxidável com aço macio. Uma adição do tipo 309L é propositadamente mais ligada do que os dois lados, para que o cordão, depois da diluição, ainda caia no campo austenítico-ferrítico. Como isso funciona em detalhe está em soldar aços dissimilares.
Perguntas frequentes
Porque é que o ponto não fica em cima do metal de adição?
Porque o cordão não é o metal de adição: é uma mistura, já que os dois metais de base também fundem. Com 30 % de diluição, quase um terço do cordão é o que estava ao lado — e é por isso que o ponto se calcula em vez de se ler.
Qual é a diluição?
Depende do processo: TIG 10 a 20 %, eléctrodo revestido 20 a 30, MAG 25 a 40, arco submerso até 60. Por isso o arco submerso é delicado em juntas dissimilares, e por isso aí se trabalha com adição mais ligada.
Porque é que uns por cento de ferrite são desejáveis?
Porque o metal depositado totalmente austenítico é propenso a fissuração a quente. De 3 a 10 % de ferrite delta interrompem as fronteiras de grão contínuas por onde a fissura correria. Acima de uns 15 %, porém, o cordão fica frágil e menos resistente à corrosão.
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