Armazém e movimentação

Estantes, carros, contentores, paletes e rampas. É o último tipo de trabalho da oficina e o mais subestimado: o cliente vê na estante uma peça de mobiliário e o inspetor uma estrutura portante com placa de carga.

De que é feito um módulo de estante

A estante de paletes são dois quadros contraventados e longarinas entre eles. Todo o resto decorre daí: a perfuração do prumo define o passo dos níveis, o engate da longarina impede que salte quando o palete sobe por baixo, e a chapa base com chumbadouro não deixa o quadro sair do sítio a uma pancada.

Módulo de estante de paletes em projeção oblíqua: dois quadros contraventados, três níveis de longarinas com engates, paletes carregados, chapas base chumbadas, pilarete junto ao corredor e placa de carga admissível, com cotas e chamadas
A placa de carga parece um pormenor na vista geral, mas é o único produto da secção a que alguém a pede.

Sobre os chumbadouros vale um parágrafo, porque passam por excesso de zelo. A estante não tomba pela carga — quanto mais tem em cima, mais firme fica. Tomba com a pancada do empilhador num prumo, e é contra esse embate que os chumbadouros estão lá.

Seis formas de armazenar

O tipo de estante é imposto pelo equipamento, não pela mercadoria. Um empilhador contrabalançado com mastro normal pega o palete até seis metros e pede um corredor de três; um retrátil sobe mais e passa em dois. Disso depende o que se pode montar e só depois o que fica lá em cima.

Seis tipos de estante: convencional de paletes, de prateleiras para caixas, cantilever para material longo, drive-in, cassete vertical para chapa e estante com berços para bidões
Seis tipos. A drive-in é o dobro de densa da convencional, mas só sai o palete que foi colocado por último.

A estante cantilever é a única sem prateleira: o tubo e o perfil assentam em braços e o comprimento da carga não é limitado por nada além do comprimento da fila. A cassete para chapa resolve outro problema: a chapa guarda-se ao alto, porque de uma pilha a de baixo não sai sem levantar tudo o que está por cima.

Carros e contentores

O contentor tem vida mais dura do que a estante: deixam-no cair, empilham-no, levam-no por pavimentos irregulares e içam-no à grua por olhais que nunca lhe deram. Por isso conta nele não a espessura da chapa mas como estão feitos os cantos e o fundo.

Seis coisas para mover carga na nave: carro de plataforma, carro com guardas, contentor de rede rebatível, palete metálico, suporte com berços para tubo e rampa móvel sobre rodas
Seis coisas em movimento. O contentor de rede vazio dobra para um quarto da altura — no regresso não transporta ar.

As rodas escolhem-se pelo pavimento, não pela carga. Em betão liso serve poliuretano de 125–160 mm; em calçada com juntas e no exterior é preciso 200 para cima e borracha, senão o carro encrava em cada junta e acaba arrastado.

O que vem a seguir

Os chassis para equipamento e os resguardos de máquina estão em chassis e dispositivos. As plataformas, mezaninos e as escadas para eles estão em plataformas e passadiços. Preço, prazos e revestimento, em como encomendar.

Perguntas frequentes

A placa de carga admissível na estante é obrigatória?

É, e é o único produto da secção a que alguém a pede. Na placa vão a carga por nível e por módulo, a altura do primeiro nível e a data da montagem. Sem ela a estante não está formalmente aceite, e depois de um desabamento a pergunta «quanto lá estava» fica sem resposta.

É preciso chumbar a estante ao pavimento?

É. A estante não tomba pela carga — tomba com a pancada do empilhador num prumo. Os chumbadouros seguram o quadro não tanto contra o peso como contra esse embate, e por isso põem-se mesmo em estantes de dois níveis.

Em que é a drive-in pior do que a convencional?

Na fila. Na drive-in os paletes entram um atrás do outro e só sai o último colocado. A densidade sai o dobro, mas um sortido variado não se guarda assim — só mercadoria igual, por lotes. A convencional custa mais por metro quadrado e é muito melhor no acesso.

Para que um palete metálico se há de madeira?

Onde não deixam entrar madeira: produção alimentar, zonas limpas, armazéns que se lavam. E onde o palete circula durante anos — o de madeira desfaz-se numa época, o de aço dura dez. Num armazém comum é dispensável e custa cinco vezes mais.

Autor: soldador Actualizado: